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Micro e pequenas empresas geram quase 6 em cada 10 empregos criados no país em 2026
As micro e pequenas empresas (MPEs) geraram, nos cinco primeiros meses deste ano, cerca de seis em cada dez empregos formais criados no país. Segundo levantamento do Sebrae com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e maio as MPEs responderam por mais de 450 mil postos, de um total de 767 mil vagas. Somente em maio, o número de vagas abertas pelas MPEs foi quase três vezes maior que o das médias e grandes empresas. Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, os dados reforçam o papel de destaque dos pequenos negócios na economia: "As micro e pequenas empresas têm dado uma contribuição fundamental para a situação próxima ao pleno emprego que vivemos hoje, respondendo por aproximadamente 50% do estoque de postos de trabalho e 40% do total da massa salarial no país." Em maio, as MPEs do setor de Serviços seguiram liderando a geração de empregos, com mais de 26 mil contratações, seguidas pela Construção (17 mil vagas) e pelo Comércio (1 mil vagas). Números do Caged Acumulado de janeiro a maio de 2026: micro e pequenas empresas (MPEs), 450.393 vagas (59%); médias e grandes empresas (MGEs), 237.922 (31%); total de 767.326 empregos. Maio de 2026: MPEs, 42.078 vagas (58%); MGEs, 15.013 (21%); total de 72.960 empregos. Geração de empregos nas MPEs em maio, por setor: Serviços, 26.474; Construção, 17.008; Comércio, 1.315.

Projeto de Lei autoriza criação de fundo para ampliar crédito a exportadores
Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe a criação de um fundo voltado a ampliar o acesso ao crédito para empresas exportadoras brasileiras. A medida pretende fortalecer o financiamento das exportações, facilitar investimentos produtivos e aumentar a competitividade das empresas nacionais no mercado internacional. O Projeto de Lei nº 5.961/2025, de autoria do Senado Federal, autoriza a criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que poderá financiar operações de pré e pós-embarque, além de oferecer recursos para capital de giro, aquisição de máquinas, equipamentos e modernização da estrutura produtiva das empresas exportadoras. Como funcionará o fundo Pela proposta, o FCE será abastecido com recursos do Orçamento da União, contratos firmados com entes públicos, retornos de financiamentos concedidos e verbas do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Os recursos serão destinados exclusivamente a financiamentos reembolsáveis, respeitando critérios de sustentabilidade financeira e transparência. O texto também limita as despesas administrativas: até 2% do patrimônio do fundo poderá ser usado por ano para remunerar o agente financeiro responsável pelas operações e cobrir gastos administrativos. Gestão ficará com MDIC e BNDES A gestão estratégica do fundo caberá a um comitê coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Já a execução das operações de financiamento ficará com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá credenciar outras instituições financeiras para operar as linhas de crédito. Ao Conselho Monetário Nacional (CMN) caberá definir as condições dos financiamentos, como prazos, taxas de juros e critérios de concessão. Objetivo é ampliar a competitividade A proposta busca transformar o financiamento às exportações em uma política permanente, com mais previsibilidade para as empresas que atuam no comércio exterior. Entre os objetivos estão ampliar o acesso ao crédito, estimular investimentos em capacidade produtiva, modernizar a indústria nacional e fortalecer a presença de produtos brasileiros no mercado externo. A expectativa é beneficiar empresas de diferentes portes que dependem de capital para produzir, estocar e comercializar bens destinados à exportação. Especialistas apontam que a ampliação das linhas de crédito pode reduzir custos financeiros, facilitar a expansão das exportações e aumentar a competitividade das empresas brasileiras diante dos concorrentes internacionais. Projeto ainda será analisado O projeto tramita na Câmara dos Deputados e poderá ser votado diretamente pelo Plenário, caso não haja recurso para análise prévia pelas comissões. Se aprovado sem alterações, o texto seguirá para sanção presidencial; se for modificado, retornará ao Senado para nova apreciação.

Desenrola MEI pode ajudar cerca de 3,5 milhões de empreendedores a regularizar dívidas
Cerca de 3,5 milhões de microempreendedores individuais (MEI) terão a oportunidade de regularizar pendências fiscais por meio do programa Desenrola MEI. O governo federal anunciou a medida para renegociar as dívidas de empresas desse segmento e manter os profissionais na formalidade, permitindo que voltem a acessar o sistema de seguridade social e a emitir notas fiscais. Para aderir, é necessário que os débitos inscritos na Dívida Ativa não superem R$ 20 mil. Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, as medidas são importantes não só para os microempreendedores, mas para toda a economia: "É uma grande oportunidade para os MEIs obterem descontos vantajosos. A decisão de renegociar os débitos possibilita, por exemplo, acesso a crédito e participação em outros mercados, como o das compras públicas por meio do Contrata+Brasil. Além disso, evita bloqueios e cobranças judiciais e facilita na obtenção de certidões", afirma. O passivo total da dívida é de R$ 12,4 bilhões, com valor médio de R$ 4 mil por empreendedor. A iniciativa permite parcelar o débito em até 145 meses e concede descontos de até 70% sobre juros e multas, preservando o valor principal. O MEI com débitos inscritos há mais de um ano tem ainda 50% de desconto linear e prazo de até 60 meses para pagar. A prestação mínima do acordo é de R$ 25 em todas as modalidades, e a adesão é feita pelo portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Outro eixo anunciado foi a expansão do Contrata+Brasil, plataforma criada para ampliar a participação dos MEIs nas compras públicas, conectando demandas de órgãos públicos a prestadores de serviços da própria região. Nas últimas duas semanas, 88 órgãos passaram a integrar a ferramenta, entre eles o Banco do Nordeste, a Fiocruz, 11 universidades e institutos federais e 47 órgãos municipais. Além disso, o número de atividades econômicas contempladas no Contrata+Brasil subiu de 107 para 141 classificações nacionais de atividades econômicas (CNAEs), com a inclusão de segmentos com forte participação feminina, como estética e alimentação. Os ministérios da Saúde e da Educação também recomendaram a adesão de suas redes e instituições vinculadas. "O Sebrae tem trabalhado intensamente para cadastrar estes trabalhadores e trabalhadoras nos territórios, para melhorar o ambiente de negócios e para que a renda fique nos municípios. Esta adesão de tantos novos órgãos é um grande passo para a geração de emprego e renda para a população local", destaca Rodrigo Soares.

Split payment muda o fluxo de caixa das empresas com a reforma tributária; veja os impactos
A implementação do split payment, mecanismo previsto na reforma tributária do consumo, promete alterar de forma significativa a gestão financeira das empresas brasileiras. Embora não aumente a carga tributária, o novo modelo muda o momento em que o imposto é recolhido, reduzindo o volume de recursos que permanece temporariamente no caixa. Com a entrada gradual do novo sistema, formado pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), gestores financeiros, contadores e empresários precisarão revisar estratégias de capital de giro e fluxo de caixa para se adaptar às novas regras. O que é o split payment O split payment, ou pagamento dividido, está previsto na Lei Complementar nº 214/2025, que regulamentou a reforma tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023. Nesse modelo, o valor correspondente ao IBS e à CBS poderá ser separado automaticamente durante a liquidação financeira da operação. Na prática, quando uma venda for realizada, a parcela dos tributos será direcionada diretamente ao ambiente de arrecadação, e a empresa receberá apenas o valor líquido. O objetivo é reduzir a inadimplência tributária, combater fraudes, aumentar a eficiência da arrecadação e simplificar a fiscalização. O que muda para o fluxo de caixa No sistema atual, a empresa recebe integralmente o valor da venda e recolhe os tributos em data posterior. Esse intervalo faz com que os recursos fiquem temporariamente disponíveis no caixa, podendo financiar operações, comprar estoques, pagar fornecedores ou cobrir despesas. Com o split payment, parte do valor será destinada automaticamente ao IBS e à CBS, e a empresa deixará de contar com esse recurso no período entre a venda e o vencimento dos tributos. A carga permanece a mesma, mas há redução na liquidez operacional. Em uma venda de R$ 100 mil, por exemplo, pelo modelo atual a empresa recebe todo o valor e recolhe os tributos depois. Com o split payment, supondo uma carga de R$ 28 mil, esse montante poderá ser retido automaticamente, fazendo com que apenas R$ 72 mil entrem de imediato no caixa. O lucro da operação não muda, mas a disponibilidade financeira diminui. Impacto será maior a partir de 2027 Apesar de a reforma já estar em implementação, 2026 é considerado um período de testes, em que as empresas devem concentrar esforços na adaptação de sistemas ERP, na emissão de documentos fiscais, nos cadastros de produtos e clientes, nos processos internos e no treinamento das equipes fiscal, financeira e contábil. Os impactos financeiros mais relevantes tendem a ocorrer a partir de 2027, quando o IBS e a CBS passarão a substituir gradualmente os tributos atuais. Capital de giro exigirá novo planejamento Empresas que usam parte dos recursos dos tributos como capital de giro precisarão rever suas projeções financeiras. Quanto maior o faturamento e a carga tributária das operações, maior tende a ser a redução dos recursos disponíveis no caixa. Esse cenário pode aumentar a necessidade de capital de giro próprio, antecipação de recebíveis, linhas de crédito de curto prazo e financiamentos bancários. Quais setores podem sentir mais os efeitos Os impactos tendem a ser maiores em empresas com ciclos financeiros longos ou margens reduzidas. Entre os segmentos mais sensíveis estão indústrias, distribuidores, construção civil, fabricantes de bens de capital, empresas de serviços corporativos e varejo de baixa margem. Nesses casos, a menor liquidez pode exigir mudanças relevantes na gestão financeira. Gestão dos créditos tributários ganha importância Outro ponto de atenção é o controle dos créditos de IBS e CBS. Como ocorre em outros modelos de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) adotados internacionalmente, a recuperação desses créditos dependerá da qualidade das informações fiscais e da conformidade das operações. Por isso, as empresas precisarão reforçar controles sobre escrituração fiscal, documentos eletrônicos, cadastro de fornecedores, conciliações tributárias e integração entre sistemas. Falhas nesses processos podem comprometer o aproveitamento dos créditos. Empresas devem iniciar a preparação ainda em 2026 Especialistas recomendam começar a preparação antes da entrada efetiva do novo modelo, revisando projeções de fluxo de caixa para 2027 e 2028, reavaliando a necessidade de capital de giro, mapeando fornecedores e riscos na cadeia de créditos, integrando sistemas financeiros, fiscais e contábeis e automatizando processos de controle e conciliação. A expectativa é que o split payment seja uma das mudanças mais relevantes da reforma sob o aspecto financeiro, exigindo atuação conjunta das áreas fiscal, contábil, financeira e de tecnologia para reduzir impactos na liquidez durante a transição.

Guardião Cibernético 2026 reunirá mais de 240 organizações em simulação nacional de ataques digitais
O Exercício Guardião Cibernético 2026 (EGC 2026) será realizado entre 21 e 25 de setembro e reunirá mais de 240 organizações em uma simulação nacional de defesa contra ataques cibernéticos. Considerado o maior exercício de defesa cibernética do Hemisfério Sul, o evento terá a participação das Forças Armadas, órgãos governamentais, agências reguladoras, instituições de ensino e empresas responsáveis por infraestruturas críticas do país. A operação terá sede em Brasília e hubs regionais em Manaus, Belém, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, o que amplia a integração entre os diferentes setores envolvidos na segurança digital. Exercício reúne setores estratégicos O Guardião Cibernético busca fortalecer a cooperação entre instituições públicas e privadas responsáveis pela proteção de serviços considerados essenciais para o funcionamento do país. Entre os participantes estão operadores dos setores de energia, abastecimento de água, telecomunicações, sistema financeiro e outras áreas classificadas como infraestruturas críticas, que poderão testar protocolos de resposta a incidentes e aprimorar mecanismos de cooperação durante simulações de ataques virtuais. Além do treinamento operacional, o exercício procura promover a integração entre o Ministério da Defesa, empresas de tecnologia, centros de pesquisa e instituições de inovação voltadas à segurança da informação. O que o exercício representa para as empresas O avanço dos ataques virtuais e a maior digitalização dos processos vêm ampliando a importância da cibersegurança para organizações públicas e privadas. Embora o Guardião Cibernético seja voltado principalmente à proteção de infraestruturas críticas, as práticas discutidas na iniciativa também ajudam a fortalecer a cultura de segurança da informação em empresas que dependem de ambientes digitais para operar. Para organizações dos setores financeiro, contábil e de tecnologia, o tema ganha relevância diante da necessidade de proteger dados, garantir a continuidade dos serviços e atender às exigências de governança e segurança da informação.

CNPJ passa a ter letras e números a partir de 31 de julho; entenda o impacto no seu negócio
O novo formato do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) passa a valer a partir do dia 31 de julho. Segundo a Receita Federal, a mudança começa a ser implementada até o fim do mês, de forma gradual. O registro continuará com 14 caracteres, mas as 12 primeiras posições passarão a combinar letras e números. Para as mais de 25 milhões de empresas ativas no país — incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs) — nenhuma providência é necessária para manter o registro atual, ressalta o Sebrae. A alteração ocorre porque o formato usado até agora está chegando ao limite de combinações disponíveis. Com o crescimento acelerado no número de empresas abertas no Brasil — só até maio deste ano foram mais de 2,5 milhões de pequenos negócios registrados — a Receita precisa ampliar a capacidade de gerar novos cadastros. A Receita informou ainda que a emissão dos CNPJs alfanuméricos não será feita para todos os tipos de empresa ao mesmo tempo. Haverá um cronograma de implantação, definindo quais naturezas jurídicas e atividades econômicas passarão a receber o novo formato em cada etapa. Mesmo sem precisar atualizar o cadastro, as empresas ativas devem ficar atentas aos sistemas internos de gestão (softwares) para verificar se já estão preparados para receber e processar letras no campo do CNPJ. Da mesma forma, planilhas e cadastros próprios precisarão ser adaptados. Também é importante acompanhar os comunicados das instituições financeiras sobre atualização de sistemas, para não haver problemas na hora de realizar pagamentos. Como será o novo formato Os oito primeiros caracteres identificarão a raiz do número, formados por letras (A a Z) e números (0 a 9). Os quatro seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também alfanuméricos. O Dígito Verificador (DV), com os dois últimos caracteres, continuará sendo apenas numérico. CNPJ para pessoas físicas A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) adiaram para 1º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no CNPJ para pessoas físicas que precisem emitir notas fiscais, prevista na Reforma Tributária. Inicialmente, a medida valeria já neste mês. O adiamento busca dar mais tempo de preparação a contribuintes e municípios para se adaptarem às novas regras.